PLR: será que a Copel sabe o que significa?
Presente na Constituição de 1985 e regulamentada pela Lei nº 10.101/2000, a Participação nos Lucros e Resultados é, de forma muito simplificada, um benefício e também um direito das trabalhadoras e trabalhadores, visto que os lucros e os resultados positivos de uma empresa saem sempre do suor e do trabalho de mulheres e homens da classe trabalhadora. Mas parece que a Copel esquece isso de vez em quando.
Na reunião do dia 21/5, a empresa insiste na questão de tornar a PLR 100% VARIÁVEL, o que como já explicamos anteriormente, penaliza de forma brutal o andar de baixo e torna a vida do andar de cima mais alegre ainda.
Também insistem em alterar o gatilho inicial, baseado no EBITDA, de 85% para 90%, o que, ainda que historicamente tenhamos atingido estas metas, coloca mais pressão sobre os trabalhadores, interferindo em questões importantes da vida de cada um, como saúde mental, burnout e adoecimento laboral.
Se a simples menção de que trabalhadoras e trabalhadores merecem viver para além de seus serviços já provoca desespero entre os poderosos, que surgem com ideias insanas e escravocratas de jornadas de até 52 horas semanais, não podemos aceitar que parâmetros sejam elevados sem discussão aprofundada, pois sabemos que é o SEU ESFORÇO e a SUA VIDA, trabalhadora e trabalhador, que estão em jogo.
Foram realizadas alterações em índices que compõem a PLR, entre eles a proporção da geração de energia - índice DGER, onde a empresa propõe aumentar a parcela da produção das eólicas de 30% para 50%, reduzindo a parte de geração hídrica de 70% para 50% no índice que compõem, um ponto a ser analisado pelos sindicatos mais detalhadamente.
Os sindicatos manifestaram que são expressamente contra alterações na forma atual da distribuição do PLR (50% fixo/50% variável) e na mudança dos percentuais mínimos para o EBIDTA, posição colocada em mesa. Porém, a empresa de uma forma impositiva, está forçando a mudança nesses itens.
Diante desta postura de intransigência, os sindicatos levarão a proposta da assembleia para a deliberação dos trabalhadores e trabalhadoras, porém deixando claro sua discordância radical da proposta apresentada.